domingo, 16 de maio de 2010

texto cem sentido


que sujeito Infeliz é este eu. não resiste à tentação de permanecer só, encara a realidade de uma forma que os seres humanos ditos normais não compreendem. Mas eu não me acho um coitadinho. nem quero isso, não quero que tenham pena de mim. sou o que sou, escrevo o que penso, não quero rédeas para me segurar. só quero sentir as coisas mais sublimes que possam ser sentidas; quero sentir coisas que me destruam por dentro, me deixem só o pó, e que sejam tão poderosas que me façam ressurgir de minhas próprias cinzas. essas cinzas apenas representariam o quanto arrebatadoras foram as emoções.

Talvez eu deva fazer um exercício de exagero. multiplicar o que sinto, hiperbolizar, até que me seja normal o exagero; Talvez só o exagero me faça vivo... Era asssim que pensava antes de tudo. agora vivo, e digo a vocês que esta é a experiência mais esquisita que existe: existir, viver e sentir isso é algo muito estranho para a minha percepção. viver é quase tudo, "mas o quase tudo quase sempre é quase nada e nada nos protege de uma vida sem sentido". puta merda! uma frase nunca fez tanto sentido e ao mesmo tempo não faz nenhum. essa frase representa exatamente o que vejo no dia a dia. E onde me vejo nesse dia a dia? Acordo. café. trabalho. almoço. casa. jantar. computador. duas da manhã. dormir. Onde está o sentido de tudo isso? acho que o sentido de tudo isso é exatamente tudo isso. o que mais seria? qualquer coisa além da vida quotidiana destruiria toda lógica da busca pelo próprio eu, pela busca do outro e pela busca da mudança da rotina. buscas não teriam sentido se a vida não tivesse o sentido que tem: os acontecimentos sucessivos que nos faz ser o que somos.

Crédito da imagem: once upon a time.....by `foureyes on deviantart.com

quinta-feira, 6 de maio de 2010

mais uma espístola


presumo que se eu te disser que estou realmente confuso com tudo isso você não vai Acreditar... eu sei que as folhas já caíram inúmeras vezes e no entanto o verão nunca chegou, nem chegará... você se tornou apenas a minha forma de escrever, o meu brinquedo literário... e com este brinquedo eu me divirto inventando novas formas de dizer a mesma coisa (mais do mesmo) sempre. Acho que até estou ficando bom em fazer isso.

começo a acreditar que mesmo depois de me livrar de você ainda vou continuar sendo um pseudoescritor falando de você... mesmo que outras vozes me encantem, a sua ainda ecoará lá no fundo, baixinho, feito um sussurro (adoro essa palavra)... e talvez isso seja bom...

Você vai estar lá, tranquila, no seu lugar. vivendo sua vida, com outro, cheia de vida, com um sorriso -lindo- de orelha a orelha, dizendo que agora é realmente feliz ao lado daquele cara; eu com outra, escrevendo meus devaneios direcionados indiretamente a você. Ela (que ainda não existe) pode achar que escrevo minhas coisas ultrarromânticas pra ela, mas no fundo eu vou saber que não. Foi tão fácil escrever pra você durante dois anos e meio, reaprendi a gostar disso e não quero mais perder.

Então continue calada daí que eu continuo mudo daqui também...

Só isso...

P.S.: Crédito da imagem: "letter_of_a_broken_hearted" by rushenvy on deviantart.com

sexta-feira, 30 de abril de 2010

engasgado


Imagem: Alone_in_the_Trees_by_ashkamoo em deviantart.com


sangue, sangue correndo pelas veias... além da cafeína que me mantém vivo... do vinho que me mantém humano (?)... da chuva que traz mais calor... suor, suor... acordo e percebo que tenho algo a fazer. O que pensavam Pablo e Jairo quando vislumbravam os 20 anos de idade? Não estou aqui os chamando de velhos... Só estou me perguntando se é normal pensar tanto, sentir tanto, viver tanto, e ainda assim buscar outros seios para acalentar-me... talvez não tenha sido essa uma metáfora muito boa. e daí? outro pensamento tortuoso: as linhas diferentes, as palavras singulares proferidas por alguém que há muito perturba-me o sono. ela sempre fez com que eu me sentisse um idiota, ridículo, pequenino, em relação à grandeza de sua pessoa. e não consigo me libertar dessa visão romântica que HÁ MUITO ME ACOMPANHA, que há muito ME ENCLAUSURA. SUGA-ME. acho que o principal objetivo de minha vida até aqui foi encontrá-la, se estou enganado, o que explica o fato de ficar extremamente embasbacado com sua imagem, com sua voz única? com seus poemas recitados... cara é tão reconfortante vê-la, ao mesmo tempo é tão ruim a sensação de não estar próximo o suficiente. é tão ruim dizer que está tudo bem... "Tudo bem? Como é que tá lá?" "porra, tá massa!" eu respondo...

Porra nenhuma! Falta você...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

vomitando significados

link da imagem: static.flickr.com/3637/3367656155_e3edc8c496.jpg

estou num desses hotéis de quinta categoria, numa fila de espera, esperando, esperando, esperando. daqui até o fim de minha doce vida! aí eu vou saber, vou dizer se faz sentido uma busca por sentido ou é melhor viver sem esperar essa resposta sem sentido. Estou agora no campo da subjetividade, onde tudo é tão imaterial que é muito fácil (e confortável) apalpar, sentir; onde o chão (gramado) é tão real e macio que mal consigo sentir meus pés a tocá-lo. subjetivo, objetivo, qual a REAL diferença? Digo que a subjetividade é fruto da nossa objetividade; o mundo intangível das ideias está contido na nossa parte objetiva e material... na verdade os dois são um só... E isso é lindo! É a representação fiel do poder incrível, assustador -e sem explicação- da natureza (nossa Mãe, nossa Deusa mór).

sentindo


estive pensando: como é sem sentido esse negócio de viver... viverrr... morrerrrr... "talvez sonhar"... Mas o certo certo é que desde o dia que nascemos já estamos morrendo... e isso é tão sem sentido... vivemos num mundo maravilhoso, formamos família, amamos, sofremos, choramos e o diabo a quatro, para que no fim...tudo acabe. isso muito me intriga... mas como engenheiros diz: NEM TUDO TEM EXPLICAÇÃO. Não vim aqui dizer que estou sem vontade de viver, pelo contrário: minha vontade é de gastar esta minha vida...vida: um pequeno ponto no meio da imensidão do Universo. e ponto. E PONTO. pronto. fimmm